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Da Casca Protéica à Mácula obsessora

13 13UTC janeiro 13UTC 2012

“Como?” Pergunta o cientista a olhar para uma casca protéica em forma de espaçonave cujo único tripulante é um arremedo de ácido que se multiplica e devora uma bactéria até que rompa sua membrana, dando origem assim a um dos nascimentos mais profanos? Um Biophage-PA, um pirata-reprodutor que estupra a bactéria e deixa filhos que nunca desejou ter. Será que em algum momento ela pensou em abortar, ou não fez por represália da sociedade bacteriana? Talvez pelo Padre-bactéria ela tenha se acatado seu destino resolutamente.

Contudo, a sociedade bacteriana tenha se ofendido pelo fato simplesmente de falar “aborto” e invocar a “Santidade da Vida”. A Bactéria currada, grávida de múltiplos, entrou na espiral do silêncio e se fechou para os outros. Em estado terminal, começou a pensar sobre como a sociedade, que ela também ajudou a criar através de bipartições, clonagens naturais, pôde lhe dar os pseudópodos traseiros, se eles assim soubessem quais são os traseiros. Abandonada, uma pária. Sozinha. Tão sozinha quanto no momento em que aquela nave orgânica a atacou, silenciando-a para que ninguém ouvisse seus gritos, para que ninguém soubesse como é o urro de uma bactéria sendo currada e fecundada logo após. O que sairia dela? Ninguém se preocupou com isso e voltaram para seus umbigos… Ou algo parecido em sua fisiologia.

Algumas horas passaram, o que para bactérias, são como dias. A Bactéria Currada, vamos chamá-la de Pandora, ruminara toda sua frustração, abandono e raiva. Sociedade de unicelulares filhos da puta, ela pensou. Vieram com Dogmas, segredos e moralismos e banalizaram o que ocorreu comigo. Virou mais uma vítima do sistema. Soube que as pluricelulares fariam vigília para desejar o melhor pra ela, mas Pandora sabe como são esses organismos esnobes e que se acham mais evoluídos. Se dizem vegans não para salvar os animais, mas para se sentir bem com elas mesmas. Pluricelurares imbecis, egocêntricas, malditas representantes dos 1% Que sejam parasitadas. Parasitas… foi aí que ela teve a grande idéia.

Dez horas, todas se reúnem na praça principal da Placa de Petri. Ela sobe ao coreto, estufada, com uma aparência quase transparente e nefasta auxiliada por uma bengala. O prefeito, o bispo e o banqueiro olharam horrorizados, enquanto a massa bacteriana observava com horror e fascínio. O típico fascínio que nos domina ao vermos algo tão repugnante que se torna inviável desviar os olhos. Pandora se manifesta. “Vim aqui trazer meus agradecimentos pelo meu ostracismo temporário e exílio imposto para que suas hipocrisias pudessem estar saudáveis e bem alimentadas. Eu só vim aqui trazer todo o carinho que a Sociedade Bacteriana de Petri me ofereceu. Meus filhos renegados até por mim, brada a plenos pulmões, façam-me justiça! Seus pseudópodos rasgam a própria membrana e saem uma prole de Biophage-PA, sedentos, sexualmente hiperativos, machos-alpha loucos para um pouco de diversão. Obsessores orgânicos que pirateiam as membranas do povoado de Petri e ficam alucinados. Com a temperatura mais elevada a um nível excelente, o processo otimiza e se acelera, dando origem a uma devastação sem igual em Petri, tal qual os Godos e Mongóis em Roma. A devastação foi tamanha que a cidade de vidro rachou ao meio, morrendo todas as bactérias e, mais tarde, satisfeitos, os piratas apocalípticos entram em letargia e aguardam por uma nova era.

O cientista chega e só vê a placa de petri rachada ao meio. Ele foca o microscópio e só consegue falar uma frase que soaria impossível para um cientista: Foi bíblico. Enquanto isso, fora do laboratório, 10 km de distância e uns outros muitos de profundidade na costa, um vulcão marítimo começa a cuspir toda sua cólera escarlate, borbulhante e revolucionar a água salgada em direção a costa daquela região. A onda é imensa. Até que um Deus marítimo, ao lado de sua Esposa-Deusa, uma força da natureza, observa de baixo, de camarote, tomando a melhor cerveja que qualquer mortal ou imortal tenha tomado.

-Vai ser Épico! – Diz ele com um sorriso torto.

Contos Paulistanos: Ensaio sobre o Xaveco

13 13UTC dezembro 13UTC 2011

Xaveco: s.masc. – cortejo contemporâneo, cantada, linguajar regional originário da cidade de São Paulo.

Um sábado qualquer, nada de novo. Reunião com um grande amigo de eras que estava acompanhado de sua digníssima em uma casa de rock/bebida numa noite levemente fria e chuvosa. Nada demais. Ele me apresenta sua amiga, segundo ele, brilhante, e seus tios gays. Como eu dissera… Nada de novo.

Com o tempo, o pessoal resolveu ir para caminhos diferentes. Claro que tinha meus caprichos e resolvi sair com a recém-conhecida amiga. Mais claro ainda é que os tios dela vieram juntos. Estava pagando pra ver o que aconteceria. Um dos tios resolveu colocar Madonna no rádio do carro e brincou de entrevistador comigo. Entrei na brincadeira inocente sem maiores riscos e fomos rindo até uma outra “balada” chamada D-Edge, próximo da estação Barra Funda.

Aos incautos que não conhecem a noite paulistana, D-Edge é uma noitada GLS e, aos que me perguntam por que raios eu fui numa noitada dessas, posso dizer que essas noitadas são mais divertidas do que as héteros em São Paulo. Ao menos, até então, era regra para mim.

Sabe quando você recebe uma voadora estilo Zangief no meio do peito? Essa era a sensação ao entrar na D-Edge. Os LED’s representando as barras de volumes eram as grandes atrações do local… Ah, os R$50 só pra entrar também. Engraçado como as pessoas amam se enganar e querem por que querem ver que o rei está usando a roupa invisível que só os mais espertos podem ver. Bem, voltemos ao conto.

Peguei minha dose de uísque caubói em meu ápice ébrio. Coragem líquida a descer pela minha jugular para tentar uma coisa com aquela mulher. Até ver que ela era lindamente esquisita perdida na miríade de seus próprios demônios. Era melhor ficar distante. Mal apareceu esse pensamento em minhas sinapses decepcionadas, surge um dos tios dela (o mesmo que me “entrevistou”. Conversamos sobre desde quando a conheço até que o papo tomou um rumo bem esquisito:

- Qual a tua mulher ideal? O que te atrai?

- Primeiro, mulher tem que ser inteligente. Não tenho medo desse tipo de mulher como os outros homens. Mulher pra mim tem que ser simpática, carinhosa, companheira, bonita, não ser ciumenta-maluca. Mas que tenha inteligência e saiba conversar, pois na velhice é a única coisa que resta.

- hahahhahaha. Mas diga, se você não encontrar essa mulher, você pensou em outra alternativa? – pergunta ele, numa tentativa insinuante. O olhar, assim como a linguagem corporal, mudou. Até mesmo o aroma saindo dele ficou diferente.

Silêncio de um segundo com o olhar gázeo.

- Sim, claro.

- É? E qual é? – fica animado

- Mulher burra de bunda bem feita. – Arrematei.

Silêncio que precedeu gargalhadas homéricas da parte dele. Após alguns minutos, eu surtei com o ambiente pesado da D-Edge e saí. Esperei até três da manhã para o metrô voltar a funcionar, pegar o ônibus e enfim, chegar em meu antigo covil. Mesmo com todo o desespero momentâneo e a decepção com o sexo oposto, eu só conseguia pensar em uma coisa: “saí de uma cantada de um gay like a boss”.

Como eu dissera, nada de novo.

DECOTE: Resultados do 3º Festival de Teatro Cidade de São Paulo

29 29UTC outubro 29UTC 2011

Isso mesmo, pessoal!

Mesmo esperando coisa alguma, conseguimos três indicações na premiação do 3º Festival de Teatro Cidade de São Paulo. Ficamos muito contentes com essa surpresa.

Para uma equipe que esteve junta por meses e por ainda não sermos atores profissionais, isso é um excelente resultado e foi um grande presente. Só temos a agradecer a quem acredita e nos apóia nesse novo sonho, ao Eduardo Marins por nos escolher dentre 203 companhias para participar desse evento e à Mestra Lívia Simardi por acreditar,ensinar-nos  e mostrar que há um mundo que, mesmo sendo laborioso, é pleno e com um horizonte muito mais belo.

Avante Desbravadores, ainda temos muitas léguas a percorrer nesses mares bravios que nos aguardam!

Mediocridades: Curiosidades dos três primeiros dias do Rock in Rio 2011

27 27UTC setembro 27UTC 2011

Fui ao Rock in Rio quando eu tinha 19 anos, em 2001 para ver o dia 19/01 (o verdadeiro Rock in Rio daquela época) e o dia 23/01 (por obrigações com minha ex-namorada que queria ver Capital Inicial e Red Hot Chilli Peppers). Hoje, mais velho, cheguei a conclusão que eu estou velho demais para ficar na geral, pobre demais para ficar na área VIP e sábio o suficiente para não pagar por um evento dessa magnitude. Achei a escolha dos artistas medíocre, embora com raros casos de shows empolgantes e momentos de pura vergonha alheia.

Primeira vergonha alheia: entrevista de Christiane Torloni

Depois dessa entrevista, a mídia e o público puritano ficou falando muito sobre o pronome de tratamento “bebê” e o fato de ela estar Zen (bêbada). Isso é pura falta de masturbação, popularmente conhecida como gala seca na cabeça. Deixem ela ficar Zen (dopada), deixem ela ser carinhosa com a repórter. É saudável e garanto que todo mundo faz isso. Só por ser celebridade, ela não pode ser uma pessoa normal? O povo brasileiro é muito falso-moralista, ridículo e conservador nesse assunto. A única coisa que eu tenho a criticar é que ela falou que é rock n’ roll… NO SHOW DA KATE PERRY!!!

Antes que me matem, eu gosto da cantora. Ela é espontânea, talentosa, polêmica, divertida e gostosa. Mas ela não é Rock!!! Tampouco a Chris Torloni. Mas ela estava Zen (chapada), é legal e já passou por muitos problemas na vida como todos nós. Deixemos de lado esse tipo de conduta e deixem ela divertir.

Segunda vergonha alheia: entrevista do João Gordo

Não pelo João Gordo, mas pela Erika Mader em entrevistar o João Gordo. Ela estava representando a mídia naquele momento e tomou um tapa na cara verbal do Gordo que, sem papas na língua, falou uma realidade do mercado fonográfico nacional: Os porcos que mandam. A denúncia dele é digna de admiração e garanto que, com sempre, ele será censurado pelos meios normais… Menos no Youtube e, tampouco, neste blog.

Terceira vergonha alheia: o sotaque forçado deprimente da repórter do G1

Quem acompanha o Rock in Rio 2011 pelo portal de Notícias do G1, deparou-se com uma apresentadora com um sotaque carioca forçado e deprimente de patricinha zonal sul (também conhecido como carioquês Lesk). “Tipo assian, eshtou siuuuuuuuuuper chateadaa. Que absurdoaan”. Até eu que sou carioca acho isso irritante.

Agora, o que me chamou atenção (como estou vendo os shows de casa, muito mais cômodo, econômico e tenho uma visão privilegiada), foi essa porcaria de matéria que O Globo Online lançou. Há tempos sabemos da qualidade duvidosa de seus artigos, matérias e alguns colunistas (oi Arthur Xexéo). Comentarei algumas das curiosidades (em vermelho):

Katy Perry / Foto Marcelo Theobald

13 – Número de trocas de figurinos de Katy Perry em seu show , na sexta-feira.

7 – Número de trocas de figurinos de Katy Perry APENAS na música “Hot n’ cold”.

Que raios de redação é essa? Não poderiam juntar essas duas informações (inúteis e com interesse duvidoso) em uma sentença? Provas do amadorismo desse jornalista.

Muita coragem – De Claudia Leitte, que cantou ‘Água mineral’ , a mesma música que originou o bullying em Carlinhos Brown em 2001.

Coragem?! Que coragem?! Isso se chama falta de bom gosto! E mais uma vez essa história de “bullying” em Carlinhos Brown. Antes de começar a entrar nesse assunto, vamos falar o que realmente aconteceu: O “cantor” em questão resolveu mandar parar a emissão de água da mangueira pro público, nos altos 40º do dia 14 de janeiro de 2001, por achar que estava atrapalhando sua performance. Ele foi ao backstage no palco, voltou munido de uma garrafinha minúscula de água schincariol (que estava por malditos R$ 4,00), bebeu e fez cara de satisfeito para o público sedento e derretido em suor e, pra coroa o sundae de merda, ele resolve cantar a música em questão. Logo, a chuva de garrafas que recebeu foi justa e merecida e foi pouco, pois eu gostaria muito de ver uma garrafa cheia de mijo estourar na cabeça dele… Mas ninguém tinha água e todos estava suando. Logo, não havia urina a ser expelida. Resumindo em termos internéticos: Carlinhos Brown “trollou” o público, o público “trollou” Carlinhos Brown em retaliação. Por isso bullying não é adequado para esse exemplo, fora que isso é uma criação importada dos EUA feita por um gordo ridículo que não soube se defender e, por inaptidão, tornou isso um caso sério para se chamar atenção. Na minha época não existia essa frescura e, mesmo sendo sacaneado a torto e a direito por mais velhos ou até mesmo por meus ditos “amigos” de escola/colégio/faculdade, sempre me defendi com palavras e socos e não sou um débil mental que usa de religião pra pegar uma arma e sair matando todos que eu encontrava.

E não é por falta de adequação de Carlinhos Brown ao dia em questão (do Gun’s n’ Roses), Pato Fu se apresentou no palco mundo e soube cativar o público com Enter Sandman do Metallica. Tomem essa!

Frase 1 – “Hoje é rock mesmo. E por incrível que pareça, dá menos problema”. Coronel Gaspar, chefe do policiamento no Rock in Rio, sobre o dia metaleiro.

Finalmente alguém fala para essa mídia medíocre que show de metaleiro não é baderna (tá, só um pouco de forma saudável) e que só dá pancadaria. Desde que me entendo como ouvinte de rock eu sempre falei isso. Um exemplo clássico disso é num Cabofolia – festival popularesco de Cabo Frio, RJ – (não me orgulho de ter ido em um, mas foi o primeiro e único). No primeiro dia que era show de Jota Quest e O Rappa, o telejornal local da Globo “informou” que houve muito tumulto e pancadaria. Mentira! Era só um caso de um bêbado isolado, fora isso foi uma noite tranquila… Enquanto nos dias de Axé (mais uma vez, não me orgulho disso), os casos de estupro subiram mais do que o dólar atualmente. Muito agradecido, Coronel Gaspar.

9 – Número de covers no show de Claudia Leitte. Exatamente metade das músicas que cantou. Teve de Led Zeppelin a Chico Science. Se o público aprovou já é outra história…

Quarta vergonha alheia. Além de ser uma cópia muito mal feita de Ivete “Diva” Sangalo, faz um show que é metade cover e todos eles mal feitos.

20 minutos – Tempo mínimo que se levava para conseguir comprar QUALQUER ALIMENTO na maioria das lanchonetes da Cidade do Rock.

Isso é um avanço para um evento desse tamanho. Parabéns pela organização… Entendam como quiserem

10 – Número de vezes que o hino do Rock in Rio foi tocado antes de começar o primeiro show no palco Sunset no sábado.

Isso é que é mandar os ouvidos à merda, não é?

Frase 2 – “Hoje é Rock in Rio mesmo.” Fã do Metallica, emocionado ao entrar na Cidade do Rock no domingo.

Ele foi até educado nessa frase. Quando um grupo estava sendo entrevistado por uma equipe jornalística, no dia do show do Iron Maiden no RiR passado, eu gritei “FODA-SE, BRITNEY SPEARS!” Claro que censuraram essa parte… Da mesma forma como censuraram outra frase “Morte aos políticos corruptos” na campanha publicitária do Rock in Rio 2001, quando um grupo de conhecidos de colégio mais eu estávamos na fila para comprar os ingressos e estávamos sendo filmados. Gente fraca… Ao menos, eu chamei Chris Couto de tia. Como eu tomei porrada… Sempre fui um renegado.

Elton John na Cidade do Rock / Foto  Ivo Gonzalez

Cadê o bis? – Elton John frustrou os fãs ao deixar de cantar “Your song” em seu show, na sexta-feira . A música estava no setlist divulgado para a imprensa.

Ele já é uma tia velha que tá cansada de cantar as mesmas músicas. Deixem o “pobre” Sir em paz.

28 – Quantidade de músicos no mesmo espaço durante o show do Móveis Coloniais de Acaju, Orquestra Rumpilezz e Mariana Aydar. Um recorde.

Quem não tem colírio… – Tulipa Ruiz e Nação Zumbi bateram o recorde de óculos escuros no mesmo show: eram oito ao mesmo tempo.

Na boa, o que isso muda na minha vida e no show? Que eles tem mais dinheiro do que eu pra comprar Ray Ban? Façam-me o favor…

Fab Four x 2 – Dois grupos encerraram seus shows com covers dos Beatles: “Lucy in the sky with diamonds” na apresentação de Móveis Coloniais de Acaju e Orquestra Rumpilezz e “Tomorrow never knows”, na de Tulipa Ruiz com Nação Zumbi.

15 reais – Valor médio de um lanche simples na Cidade do Rock.

Nenhuma surpresa. Claro que eles iriam meter a mão nas lojinhas dentro da cidade do Rock.

7 reais – Preço de um copo de chope na Cidade do Rock.

Desisto de falar da redação dO Globo Online. JUNTA.A PORRA. DOS TÓPICOS!

O baixista Patrick Laplan / Foto Guito Moreto

Troféu Sapucaí – Para os figurinos carnavalescos no show de Marcelo Yuka com as cantoras Cibelle, Amora Pêra e Karina Buhr. Destaque especial para o baixista Patrick Laplan, que ele tocou fantasiado de… táxi.

Quinta vergonha alheia.

O preto é o novo preto – No dia do metal, a cor básica dos headbangers ditou a moda no Rock in Rio . Todos de preto e sacudindo as cabeleiras.

Sério que escreveram isso? Troféu Árveres Somos Nozes pro jornalista que fez essa matéria.

Black Power mais bonito – Esperanza Spalding

Black power mais feio – Do vocalista do Coheed and Cambria, Claudio Sanchez. Parecia o Sideshow Bob dos Simpsons. Ou uma samambaia que tocava guitarra.

Frase 3 – “A esperança é a última que morre, mas essa Esperanza Spalding ‘morre fácil’”. Fã encantado com a beleza da jazzista americana, que se apresentou com Milton Nascimento no sábado.

Boa, cara! A frase mais inteligente até agora…

Troféu Anticlímax – para o Snow Patrol, que parou e teve de reiniciar seu maior (e único) sucesso no Brasil, “Open your eyes”.

Anthony Kiedis, do Red Hot Chili Peppers / Foto PhotoRioNews

Melhor fantasia de Restart – Para Anthony Kiedis e sua roupa no show do Red Hot Chili Peppers, no sábado.

Prêmio inovação- Para Dinho Ouro Preto, que NÃO tirou a camisa no show do Capital Inicial , como é de seu costume.

Só falta ele tirar o caralho da boca e parar de tocar Que País é Esse? Aí ele vai revolucionar os shows do Capital Inicial.

Perdemos a conta – do número de vezes que Corey Taylor gritou “Are you ready?” (“vocês estão prontos?”) nos shows de Stone Sour e Slipknot.

Jornalista é uma raça triste. Queria que ele perguntasse o quê para o público? “Vocês querem Rock”? Eu falaria “não, estou esperando um show de MPB no Rock in Rio… Toca Cláudia Leitte e… Ei, Espere aí…

Frase 4 – “Neste palco tem as duas coisas de que mais gosto: açúcar e mulher”. Espectador embasbacado com as curvas de Katy Perry e seu cenário de loja de doces.

Cara, Essa frase é esquisita vinda de homem. Ou o homem gosta de mulher ou gosta de açúcar. Quem gosta de doce é mulher! Homem gosta é de carne, churrasco, gordura e mulher. Talvez ele seja lésbico.

Cadê o bis? 2 – Até aqui, apenas Red Hot Chili Peppers e Metallica, no Palco Mundo, e Mondo Cane, no Sunset, voltaram para o tradicional bis no Rock in Rio.

Ainda bem! Imagine um bis do Gloria ou pior… Cláuda Leitte!

Show mais surpreendente – O inclassificável Mike Patton cantando clássicos da música italiana em ritmo de rock, acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis. A mistura era improvável, mas ainda assim o Mondo Cane fascinou a todos .

Show do Slipknot / Reprodução TV Globo

4 metros – Altura de onde o DJ Starscream, do Slipknot, saltou para os braços do público durante o show pirotécnico da banda de ‘nu metal’.

Com esse nome eu esperava que ele voasse.

No lugar errado – O mar de camisas pretas presente à Cidade do Rock no domingo concordou: o Palco Sunset ficou pequeno para Matanza + B Negão e Sepultura + Tambours du Bronx . Mereciam o palco principal.

Concordo! Matanza e Sepultura são os bastiões da resistência de Rock legítimo nacional.

195 - Toneladas de lixo recolhidas pela Comlurb na Cidade do Rock durante o primeiro fim de semana de festival.

Garanto que metade desse lixo é sonoro advindo de bandas de gosto duvidoso.

Frase 5 – “Ele acha que é gringo e que está tocando rock’n'roll de verdade”. Espectador ao ver Di Ferrero vestindo um casaco da Seleção Brasileira no show do NX Zero.

Palmas pro cara que falou isso.

Pior show – O do Gloria, na abertura no Palco Mundo no domingo. Perderam feio para o Sepultura, que tocou ao mesmo tempo.

Apesar dos integrantes batalharem pra caramba, uma banda que se diz Rock pesado e tem um integrante de franja emo e um vocalista chamado Mi  já começou errada! Como eu já li no Twitter, Gloria é o passivo anal do Heavy Metal Nacional. De onde eles tiraram esse nome… De Glory Hole?!

Prêmio interatividade – Para Andreas Kisser, do Sepultura; ele também tocou com Ed Motta e Rui Veloso no palco Sunset e deu uma canja ao lado do imortal Lemmy no show do Motörhead.

Isso não se chama interatividade, ô animal de teta! Interatividade é mais usado em internet e coisas tecnológicas. Isso é prêmio Prestígio!

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/rockinrio/mat/2011/09/26/rock-in-rio-facts-as-curiosidades-dos-tres-primeiros-dias-de-shows-do-rock-in-rio-2011-925440293.asp#ixzz1ZAEij6bP
Não, obrigado!
Fora isso, os únicos shows que valeram a pena foram da Kate Perry (pop, mas muito bem feito!), Matanza, Sepultura e Tambours du Bronx, Motörhead, Slipknot e Metallica.

1987: Um tal de Frederico que mudou minha vida

5 05UTC setembro 05UTC 2011

O mito, a lenda

Em pleno ano do plano Bresser, era icônica, maldita e falida do então presidente José Sarney, eu estava curtindo os LP’s (para quem não sabe é isso aqui) de grandes clássicos infantis como Turma da Xuxa, Balão Mágico e Trem da Alegria. Sim, uma época de caverna platônica e ignorância pueril pura, até que meu progenitor, com seu bigode oitentista, veio com um álbum preto e vermelho com quatro camaradas bem distintos. O bigodudo, pelo que entendi na época, se chamava Frederico.

Foi uma porrada sonora no meio de meus seis anos de idade. Não entendia uma vírgula sequer de inglês na época (mal sabia ler, inclusive), mas aquele som e a energia vocal eram intensas, exageradas, teatrais beirando ao histrionismo… Mas belo, empolgante e incansável aos dutos auditivos.

-Poxa, esse tal de Frederico é bom, né?

-hehehhe, é. Você ainda não ouviu tudo deles.

Com o passar dos anos, fui mudando meu gosto musical, ganhando mais influências (uma delas eu já escrevi) e conseguindo mais fontes de material sonoro e visual. Até que eu consegui ver o primeiro VHS do Frederico e de seus amigos Rogério, João e o de nome difícil chamado Bráian. Aquilo é que era performance em show de verdade. Fiquei mesmerizado como o vocalista tinha a platéia na mão, mesmo ele não se levando a sério e com uma atuação que, às vezes, levava a uma vergonha alheia com aquela indumentária. Mas era incrível como era empolgante o show-espetáculo-ópera daquela banda, do carisma e da voz épicos (quase divinos, diria) de seu líder.

65 anos ele teria hoje em dia. 29 eu tenho e muitas bandas passaram por meus ouvidos, sendo que algumas delas sempre permanecem em minhas playlists. Uma delas é dele. Que os Deuses saúdam a Rainha!

Pra quem se interessa e/ou ainda não sabe (SEU MALUCO!) de quem estou falando, aqui segue o link de homenagem mais do que justa feita pelo Google ontem

Festival de Teatro Cidade de São Paulo: Decote com a Cia. de Teatro Desbravadores 28 (ATUALIZADO)

16 16UTC agosto 16UTC 2011

Sim, senhores! Agora é pra Valer!

A Cia. de Teatro Desbravadores 28

A Cia. de Teatro Desbravadores 28 foi selecionada a participar do Festival de Teatro Cidade de São Paulo com a montagem Decote, escrito por Daniel Herz e Companhia de Teatro Atores de Laura, do Rio de Janeiro. A peça é uma adaptação de sete atos fechados baseados em pesquisas do universo e obra de Nelson Rodrigues, com direção de Lívia Simardi.

Eis o elenco da peça: Bruno Chagas, Daiane Novelli, Emerson Albernás, Guilherme Ieva, Jan Modesto, Laila Balganon, Luigi Paolo, Maria Sorgilene (convidada especial), Paulo Tenório, Rosana Vicente e Thiago Machado (olha eu aí!)

Os ingressos já estão sendo vendidos por R$ 15,00 até o dia 31 de agosto. Em setembro, passa a ser R$ 30,00. Então CORRA!
A apresentação ocorrerá no dia 15 de setembro, às 21h, no teatro União Cultural. O endereço é rua Mário Amaral, 209, Paraíso, São Paulo.

Informações e vendas é só entrar em contato com a produtora Vanessa Albernás pelo telefone (011) 9720-3012 ou pode ser comigo, mesmo!

Esperamos vocês lá!

ATUALIZAÇÃO

O segundo lote está à venda e continua pelo preço de R$15,00 pelas mãos da companhia. Agora se vocês quiserem pagar mais caro e correr o risco de perder o ingresso, podem comprar na bilheteria.

Série PARCERIAS: Trauma

29 29UTC julho 29UTC 2011

Mais uma novidade.

Conheci um ilustrador muito bom chamado Gustavo Athayde (conhecido mundialmente como Gustha!). O baiano é gente boa pra caramba e muito talentoso. Conversa vai, conversa vem, e ele acabou me confessando que estava a procura de um roteirista para algumas tirinhas dele. Daí que o Gustha, bêbado, resolveu me escolher, mais bêbado ainda,  para fazer o roteiro deste, espero, longevo projeto.

Sem mais delongas, eis a primeira tira da parceria (clique na imagem para aumentá-la):

primeira tira Gustha vs Machado

Peça de Teatro DECOTE: Fotos

29 29UTC julho 29UTC 2011

Antes de começar, peço perdão pelo longo silêncio. Muitas coisa estão acontecend e não dá pra colocar todas num post só. Portanto, como diria Jack o Estripador: Vamos por partes.

Primeiro, quero agradecer quem conseguiu ir à peça Decote e às pessoas que, mesmo não conseguindo, sempre me deram apoio por essa jornada maluca que estou fazendo junto com um bando de loucos e queridos vikings do grupo que se tornou a Companhia de Teatro Desbravadores 28. A peça foi um grande sucesso. Aqui estão as fotos da humilde e ousada estréia dos Desbravadores 28. Quando as edições estiverem prontas, colocarei aqui os vídeos.

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Estréia: Peça de Teatro DECOTE

17 17UTC maio 17UTC 2011

Pois é, galera… Vou estrear nos palcos de São Paulo. Não esperem muita coisa, já como é de caráter acadêmico e estou ainda em processo de aprendizado. Para tanto, resolvi criar postais virtuais comemorativos sobre o evento. Infelizmente não deu pra convidar mais gente, já como é um evento fechado voltado para familiares, mas teremos vídeos da peça e, futuramente, eventos oficiais em espaços mais abertos.

Para quem não sabe, Decote é uma série de atos baseados nos textos de Nelson Rodrigues. Já viram no que vai dar, né? Bem, eis as artes dos cartões.

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E como dizem no teatro: MERDA!

Casamento Real: Por que só eu acho isso engraçado.

29 29UTC abril 29UTC 2011

os pombinhos-produto de mídia.

Eu juro que tentei entender essa celeuma sobre esse Casamento Real, mas achei uma perda de tempo e mais um produto de mídia que nos obriga a falar sobre esse acontecimento. Essa cobertura maciça da imprensa é ridícula, sem sentido e só desvia a nossa atenção com historinhas hollywoodianas de outras coisas mais importantes a serem resolvidas.

ê, mão boba, ein?

É muito esquisito a atração em massa na Inglaterra pela família Real e suas desventuras. Desde a fantasia de nazista do Príncipe Harry, infidelidade no caso Charles/Diana e, vejam vocês, um “deslize” de William que, bêbado, acabou apalpando os peitos de uma brasileira… Ah, sempre os brasileiros envolvidos em bagunça nas terras dos outros. Só falta dizer que ela é carioca.

Falando do príncipe Charles… Depois da sessão de cornos na Lady Di e de sua posterior morte, veio o matrimônio com a advinda do acidente de Chernobyl Camilla Parker-Bowles que virou duquesa da Cornualha… Piada pronta total.

Depois eles se conciliaram e tudo ficou bem na cidade do faz de conta. O que esperar da Inglaterra, afinal de contas, tirando o humor, a música e Winston Churchill? Um país cuja sociedade são emos em potencial com maneirismos afrescalhados, com o menor livro de receitas do mundo, uma capital que parece uma São Paulo que fala inglês e que criou o esporte mais democrático e popular do mundo… E eles só tem UM campeonato mundial e por erro de arbitragem.

Outra coisa que eu achei uma burrice absurda com a deturpação do sentido da palavra plebeu. Ah, Kate Middleton é plebéia… Plebeu sou eu!! Ela é aristocrata e de uma família com bastante dinheiro, graças à empresa voltada pra produção de artigos de festas. O motivo que esse casamento chamou tanta atenção é a porra da velha esperança e sonho das pessoas em terem vidas de príncipes e princesas. Por que isso me soa como papo de garota que, aos 15 anos, sonha em ter um pônei ou querer que seu primeiro beijo seja dado pelo Robert Pattinson? Acordem, porra!

E não adianta falar sobre patriotismo. “Ai, os ingleses são tão patriotas… eles amam a família Real”. Isso não é mostra nenhuma de patriotismo. Uma família inteira rica pra cacete, com certas vantagens, mas que são um símbolo antiquado de uma época onde poucos se proclamavam reis por serem representates de Deus. Ao menos, uma coisa que não acontece no Brasil é esse frisson sobre a “família real”. Mesmo porque, eles só demonstram interesse de revistas como Quem e Caras, outros disperdícios de celulose. Não é pra menos, D. Pedro I (conhecido como Pedrinho Mão de Martelo) foi um filho da puta centralizador que manteve o país unido na porrada. D. Pedro II (possível avatar de Odin, já como é semana de estréia de Thor nos cinemas) era um ser curioso por natureza e culto por excelência… Hoje, a “Princesa” Paola de Orleans e Bragança  é uma “modelo”. E das mais esquisitas.

Voltado ao assunto da família real britânica, Sabe o que mudou deste casamento pro da Diana? Só a cobertura… Antes, havia só televisão. Hoje é TwitterFacebookOrkutBadooeoutrasmidiassociais e nada mais! Não é revolucionário, vai mudar em nada a vida das pessoas e a minha. Falando em mudança, qual será o nome real de Kate Middleton? Lady Kate?

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